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sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Francesca Woodman, a menina prodígio da fotografia


   Estava navegando pela internet quando me deparei com esta foto acima. Eu olhei e fiquei impressionado com tanta beleza e violência misturadas com malícia e inocência. Foi então que descobri o trabalho de Francesca Woodman. Ela foi uma fotógrafa americana... não, ela foi "A" fotógrafa. Nasceu em 3 de abril de 1958 e ficou conhecida por suas belas fotos em Preto & Branco. Ela costumava fotografar jovens modelos e também fazia muitos autorretratos. Fotografava a nudez de forma extremamente poética.

   Francesca vinha de uma família de artistas. Seu pai era pintor, sua mãe era ceramista e seu irmão, cineasta. Mas, foi ela quem se destacou em meio a tantos talentos. Suas fotos eram únicas. Diferentes de tudo. Mesclavam beleza, violência, surrealismo, erotismo, alegria e tristeza. Costumava usar bastante exposição, deixando as fotos desfocadas. Os cenários que ela utilizava, muitas vezes, me lembram o Neorrealismo Italiano. De certa forma, Francesca conseguiu fotografar sua alma. E, ela se entregou de cabeça em sua arte. Em 19 de janeiro de 1981 se suicidou. Tinha apenas 22 anos de idade.

   Eu não vou ficar descrevendo minhas sensações e minhas impressões de cada foto. Você deve olhá-las e tirar suas próprias conclusões, observar e se perguntar: O que você sente? O que a foto te passa? O que te lembra? Fica aqui a dica: Francesca Woodman, a menina prodígio da fotografia.

Esta é Francesca Woodman

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Resenha: O Perfume da Dama de Negro (1974)


O Perfume da Dama de Negro (Il Profumo Della Signora in Nero)

Direção: Francesco Barilli
Roteiro: Francesco Barilli
Duração: 101 minutos
Ano: 1974
País: Itália

          Sinopse: Uma cientista industrial obcecada pelo trabalho passa a sofrer com traumas de sua infância. Seguindo à cartilha do gênero, o filme é confuso, cheio de personagens esquisitos e mortes brutais, mantendo sempre um envolvente clima sobrenatural que dá um toque ainda mais sombrio à essa desconhecida obra prima do giallo.

          Provavelmente você nunca ouviu falar deste filme. Não se culpe. Infelizmente, pouquíssima gente conhece. O Perfume da Dama de Negro é um filme singular. E eu não digo isso apenas para adjetivar, mas porque é verdade. E você só vai entender o que eu quis dizer com isso quando o assistir. O clima de mistério fica presente durante o filme todo. É é um puta mistério. E não adianta. Você nunca vai adivinhar o final do filme (sim, isso é um desafio). Mas, relaxe! Eu não darei spoiler.

          Francesco Barilli não é um diretor prolífico. Dirigiu pouquíssimos filmes. Mas, dirigiu muito bem (fez pouco, mas fez bonito). A impressão que eu tenho é que ele colocou toda a dedicação e criatividade de vários filmes em um só. O filme é uma montanha-russa. Ora, achamos que sabemos o que está acontecendo. Ora, não sabemos mais. Ora, voltamos a achar que sabemos o que está acontecendo. Ora, somos surpreendidos e percebemos que não sabemos nada do que realmente está acontecendo. E o filme tem todo o clima que eu adoro ver em filmes de giallo. E devo dizer que o uso das cores desse filme é soberbo (referências claras ao mestre Mario Bava). Os cenários são sempre muito coloridos, enormes e... pitorescos. E sem parecer over.

Repare como a protagonista é pequena em relação ao cenário.
          A trilha sonora é envolvente e cheia de mistérios. Aliás, quando você for assistir a qualquer filme italiano, pode ter certeza de que a trilha sonora vai ser foda. O tema do filme é bem marcante e pontua perfeitamente a narrativa.

          A protagonista Silvia, vivida pela excelente Mimsy Farmer é uma pessoa traumatizada. Algo em seu passado a incomoda profundamente, e isso a atormenta em forma de lembranças ruins e em forma de outras coisas que eu prefiro não spoilar. E isso a persegue durante todo o filme. Essa confusão psicológica é impressa na tela de maneira perfeita, fazendo com que nós, como espectadores, nos sintamos confusos também. O roteiro nos prende de uma maneira tão intensa que acabamos nos colocando na pele de Silvia. E, assim como ela, queremos muito saber what the fuck is going onIsso tudo incrementado pelo ótimo jogo de espelhos que ajuda a nos transmitir essa confusão da personagem no meio daqueles cenários enormes.

Os espelhos estão presentes durante o filme todo. 
          A atmosfera carrega um clima estilo O Bebê de Rosemary. E por causa dos traumas de Silvia, ficamos naquela dúvida sobre o que é real e o que não é. E ainda tem uns momentos Alice No País das Maravilhas que são do caralho sensacionais. Eu cheguei a ficar boquiaberto.

Olha a profundidade de campo desta cena!
          O Perfume da Dama de Negro é um clássico desconhecido. Uma obra-prima do giallo que merece ser vista. Mais do que simplesmente um filme de suspense. É um filme de mistério. E, no final, quando você achar que já entendeu, o filme tem um puta plot twist que vai explodir seu cérebro. Você ainda vai se surpreender.

Mais uma coisa: o final realmente me surpreendeu.


Resenha de Raphael Chiavegati Oliveira.

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Giuliano Gemma


          Ontem de madrugada eu estava acabando de postar aqui no blog, quando retorno ao facebook e me deparo com a notícia: "Aos 75 anos, morre ator Giuliano Gemma, um símbolo do western italiano". Na hora levei um susto. Eu não acreditava no que eu estava lendo. Achei que fosse mentira, mas vi que a notícia estava no site do Estadão. Li a notícia. Na hora, fiquei muito mal. Poxa, o cara tava bem. 75 anos, tava bonitão, cheio de saúde e... um acidente de carro o matou. Puxa, isso me deixou bastante chateado. Fui dormir mal. Cheguei no quarto, fiz um carinho no poster de O Dia da Ira que tenho em meu quarto. Não sei explicar. Eu fiquei chocado. Ele era meu ator italiano preferido.


          Uma das coisas que eu mais admirava nele era o fato de ele ter orgulho de ser italiano. No início de sua carreira nos faroestes, o forçaram a adotar um nome artístico americano, e ele acabou se chamando Montgomery Wood. Mas, logo ele bateu o pé e exigiu usar seu nome italiano. Além disso, enquanto quase todos os atores italianos tentavam imitar o Clint Eastwood, o Giuliano Gemma conseguiu criar sua própria identidade.


          Quando eu ainda estava engatinhando na minha cinefilia, meus pais e muita gente me falava pra assistir O Dólar Furado. Acredito que foi o filme mais popular dele. Inclusive meu professor de cinema na faculdade me indicou esse filme. Eu assisti. Adorei. Nele temos as características típicas que o Giuliano empregaria em futuros filmes. Era diferente. Ele tinha personalidade e não era uma cópia do Clint. Fui assistir a outros. Era um filme melhor que o outro. Me lembro que assisti O Dia da Ira. Que filme! Como eu estava no início da minha curiosidade cinéfila eu achava depois de assistir aos filmes do Sergio Leone eu não me surpreenderia com mais nada. Felizmente eu estava muito enganado. À partir dali eu senti firmeza para explorar outros filmes do gênero. Hoje, é meu gênero favorito. Quem me conhece sabe o quanto eu sou chato com isso. Eu só falo de bang bang à italiana. E sempre que tem um filme do Gemma pra assistir, adoro assistir com meus pais, porque eles também adoram. E sempre temos bons momentos assistindo. São filmes realmente gostosos de assistir. Pretendo escrever resenhas para todos eles futuramente aqui no blog.


          Giuliano Gemma faz parte da história dos spaghetti westerns. Aliás, ele faz parte da história do cinema. Seus filmes me levantam o humor, me deixam alegre. São filmes pra cima. Ah, e ele tinha uma incrível habilidade em girar o revólver. Fica aqui minha pequena homenagem a um de meus ídolos. Agora, Giuliano está lá em cima e tem como teto um céu de estrelas.


Por Raphael Chiavegati Oliveira

Link da primeira notícia que eu li aqui

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Resenha: Maladolescenza (1977)


Maladolescenza

Direção: Pier Giuseppe Murgia
Roteiro: Pier Giuseppe Murgia
Duração: 93 minutos
Ano: 1977
País: Itália

          Sinopse: Casal de adolescentes vive em local paradisíaco momentos de intensa felicidade e descobertas amorosas e sexuais, até que uma nova amiga surge para confundir e desestruturar a relação entre os dois.

          Maladolescenza é um filme inclassificável. Posso tentar encontrar adjetivos para ilustrar o que eu achei do filme: lindo, poético, grotesco, polêmico, infantil, adulto, leve, pesado, surreal, cruel, bizarro, bom, ruim, etc. Entendeu? Nem eu.

          É muito difícil definir Maladolescenza. Durante toda a projeção vemos apenas três personagens na tela: a protagonista Laura, vivida trágica e lindamente por Lara Wendel; o filho da puta garoto Fabrizio, interpretado intensamente por Martin Loeb; e a antagonista Silvia, brilhantemente interpretada por Eva Ionesco. Polêmicas mode on: o ator Martin Loeb tinha 18 anos na época que o filme foi lançado, enquanto as atrizes Lara Wendel e Eva Ionesco tinham 12 anos de idade. Em um resumo grosseiro temos um garoto disputado por duas garotas. Laura ama verdadeiramente Fabrizio. Ela faz de tudo para ter a atenção do garoto. Ela o ama de forma pura, inocente e infantil. O garoto se mostra bem cruel e se aproveita disso para fazer maldades com a garota.

          Os dois estão sozinhos em uma floresta. Fabrizio tem um cachorro (um pastor alemão) que frequentemente usa para assustar Laura. E mesmo com todas as maldades que o garoto faz, ela continua o amando e tentando conquistá-lo. Então temos uma cena que eu classifico como a pior e mais condenável do filme: Fabrizio mata um passarinho de forma cruel. E não estou falando de um pássaro cenográfico. Era um passarinho de verdade. Me desculpe se você considera isso como um spoiler, mas eu tinha que comentar. Embora eu não ache que seja um spoiler...

Laura
          Conforme o filme avança, Fabrizio vai se tornando cada vez mais cruel, até que ele consegue estuprar convencer Laura a ter relações sexuais com ele. A garota tenta resistir, mas ela não tem como se defender. Mas, a coisa fica ainda pior com a chegada de Silvia, que acaba se juntando a Fabrizio nas maldades contra a pobre e inocente Laura. E a partir desse ponto o jogo psicológico fica ainda mais pesado e perturbador. Cheguei a ter vontade de entrar na tela e descer o cacete no Fabrizio ajudar Laura. Em determinado momento, Fabrizio, sabendo do amor que Laura nutre por ele, transa com Silvia na frente dela. E exige que ela assista ao ato inteiro. Os atos sexuais são todos simulados, porém toda a nudez é mostrada. É muita polêmica para um filme só...

Laura e Fabrizio
          Em meio a essa violência psicológica e física temos belas paisagens. A floresta, a montanha, a Cidade Perdida e as casas parecem pertencer ao Paraíso. É tudo muito bonito e harmonioso. Nos passa fortemente a ideia do Éden bíblico. E, além das paisagens somos agraciados com uma trilha sonora maravilhosa. Não podíamos esperar menos de um filme italiano. A trilha doce faz um forte contraste com as cenas cruéis do filme. Ponto para o compositor Giuseppe Caruso.

          O filme nos mostra que a linha que separa a inocência da malícia é muito tênue. Basta um sopro. Não sou psicólogo, mas acredito que Maladolescenza deve ser um prato cheio para quem estuda psicologia. Podemos imaginar tudo como uma metáfora sobre o que é crescer. Ou então podemos ler o filme como uma transição da infância para a adolescência, e nos chocamos ao ver que a maldade pode vir de uma criança.

Fabrizio, Silvia e Laura
          Maladolescenza é um filme inclassificável. É um choque de sensações distintas o tempo todo. Ora boas, ora ruins, ora inocentes, ora perversas. Foi muito difícil dar uma nota em estrelas para esse filme. E, apesar dos pesares, é sim uma obra de arte, pois nos leva a pensar, nos leva a refletir. Mas, definitivamente, é um filme pra poucos.

Silvia, vivida pela atriz Eva Ionesco
Mais uma coisa: a atriz Eva Ionesco foi usada por sua mãe como modelo pornográfica mirim, tendo fotos eróticas tiradas aos 5 anos de idade. Mais tarde, já crescida, processou sua mãe. Sua história inspirou o filme Pretty Baby (1978) de Louis Malle. Em 2010 Eva dirigiu o filme My Little Princess, inspirado em sua história com sua mãe.


Resenha de Raphael Chiavegati Oliveira.

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Resenha: Invocação do Mal (2013)


Invocação do Mal (The Conjuring)

Direção: James Wan
Roteiro: Chad Hayes, Carey Hayes
Duração: 112 minutos
Ano: 2013
País: Estados Unidos

          Sinopse: No ano de 1971, uma família da pequena cidade de Harrisville, os Perron, mudam-se para uma fazenda que possui mais de 150 anos. Ao chegar lá, eles passam a sofrer nas mãos de espíritos sinistros presentes no local. Desesperados para manter suas cinco filhas seguras, Carolyn Perron (Lili Taylor) e seu marido Roger Perron (Ron Livingston) contratam o casal de investigadores paranormais profissionais, Ed e Lorraine Warren (Patrick Wilson e Vera Farmiga). Porém, estes dois últimos só não esperavam encontrar uma entidade demoníaca poderosa, que se tornaria no maior desafio de suas carreiras.


          James Wan é foda. É estranho começar a escrever uma resenha dessa maneira, eu sei. Mas, o cara merece reconhecimento. E é assim que eu quero começar. Ele dirigiu o primeiro “Jogos Mortais”. Tá, até aí nada demais... pelo menos pra mim, pois não sou fã da série. Porém, fui pego de surpresa quando fui ao cinema na sessão da madrugada para assistir Invocação do Mal (The Conjuring). E por que eu fui pego de surpresa? Simples, eu fui assistir a um filme de terror. Filmes de terror atuais são geralmente assim: as pessoas estão com uma câmera caseira filmando tudo. Então, começam a brincar ou mexer com coisas sobrenaturais, sempre em tom de gozação. O ritmo começa lento, brincadeiras aqui, brincadeiras ali, aos poucos as coisas começam a acontecer... bla bla bla... susto gratuito... bla bla bla... sustos gratuitos²³... bla bla bla... roteiro se perde... bla bla bla... final merda. É isso que mais se vê em filmes de terror atuais, pelo menos os hollywoodianos. Sempre tem um italiano ou um francês pra fazer um filme bom de terror, sem clichês, etc, etc e tals. Ah, e os japoneses mandam bem também, embora o estilo já esteja bem saturado. Mas, o que que eu quero dizer com toda essa enrolação? Simples. Invocação do Mal é um ótimo filme de terror hollywoodiano.

          Uma coisa importante: o filme já começa tenso. Desde o início já vemos as coisas acontecerem. Logo na porra do logo da Warner já começa o clima. Então, vemos de início o caso da boneca Annabelle. Aliás, o filme é baseado em fatos. Ok, isso não quer dizer que tudo o que esteja ali seja real. E não é. O diretor James Wan deixa bem claro isso no design da própria boneca Annabelle. Observe a foto da boneca original e compare-a com a do filme e verá a enorme diferença. E imagino que todo o filme siga nessa linha. Tem coisas que precisam de um up. Ainda mais em um filme de terror. Mas, não é só por causa do clima tenso permanente que o filme é bom. A direção de Wan é bastante segura e precisa. Ele tem o timing perfeito pra criar os momentos de tensão pré-susto e mantê-los depois que as “entidades” aparecem. E vemos a grande habilidade de Wan com os movimentos de câmera utilizados nos momentos de ação (a câmera vira de cabeça para baixo em determinado momento, nos passando a sensação de agonia sentida pelas personagens).

À esquerda a Annabelle real e à direita a Annabelle do filme.
          Deve-se notar que o filme faz referências à vários clássicos do terror e do suspense, respeitando a velha escola e a nova escola desse gênero. Podemos identificar homenagens a O Exorcista, Poltergeist, O Iluminado, Os Pássaros (sim, Hitchcock também), Horror em Amityville, e os mais recentes [REC] e Atividade Paranormal. Além disso, o filme usa brilhantemente quase todos os clichês do gênero. E os emprega muito bem na narrativa. E quando eu digo que usa quase todos eu não estou exagerando. Tem até a clássica “puxada nos pés à noite”. Claro, tem cenas que dão raiva. Por que é que as pessoas quando escutam um barulho estranho gostam de ir sozinhas verificar? É de uma burrice tremenda. Mas, faz parte do universo do terror. Os personagens têm que se meter em situações de extrema vulnerabilidade para o medo ser maior.

          Outra coisa em que o filme se destaca é pela quantidade de personagens. O casal Carolyn Perron e Roger Perron possui cinco filhas. Ou seja, de uma forma ou de outra a casa está quase sempre cheia de gente. E, acredite, todas as filhas são excelentes atrizes. Inclusive, uma das minhas cenas favoritas do filme é uma cena em que não mostra nada, nenhuma aparição é visível para nós, apenas a personagem Christine (interpretada pela ótima Joey King) vê a “entidade” em seu quarto. O pavor nos olhos da garota e sua voz falhando ao tentar acordar a irmã Nancy, que dormia ao seu lado, são suficientes para nos causar medo. Mais um ponto para o filme, que em várias cenas apenas sugere e não mostra, deixando para nossa imaginação macabra a oportunidade de criar algo terrivelmente assustador. E funciona muito bem. Aliás, um dos maiores momentos de tensão do filme é criado a partir de uma inocente brincadeira infantil. Uma derivação do “Gato mia”, que eu mesmo já brinquei muito. Porém, ao invés de imitar um miado de gato, a pessoa deve bater palmas. O suspense criado nas cenas que envolvem essa brincadeira é do caralho muito eficaz.

Uma das minhas cenas favoritas. A jovem atriz Joey King dá um show de interpretação aqui.
          Eu mencionei que as meninas atuaram muito bem. Mas, não só elas. Lili Taylor como a mãe Carolyn está incrível. A Vera Farmiga dispensa apresentações. Sua interpretação de Lorraine Warren, a médium clarividente, empolga. E, claro, o sempre ótimo Patrick Wilson como Ed Warren, o demonologista, manda muito bem. Aliás, sou muito fã do Patrick desde sua interpretação do Coruja em Watchmen. A química entre o casal Ed e Lorraine Warren é perfeita. Quando os dois estão em cena, de alguma forma, nos sentimos mais seguros, pois sabemos que eles de fato entendem sobre aquilo e sabem o que estão fazendo. É quase tudo friamente calculado.

Os excelentes Ed (Patrick Wilson) e Lorraine Warren (Vera Farmiga).
          A trilha sonora é fantástica. Somos embalados por excelentes rocks, que ajudam a nos ambientar na época em que se passa a história (in the 70's, baby). Sim, não temos aparelhos celulares, câmeras microscópicas e outras modernidades. Aqui é mais roots. Esse é um dos pontos fortes do filme. Agora, quando o negócio é pra dar medo, as trilhas são todas de sons diegéticos, ou seja, ruídos da casa, sejam portas batendo, vento soprando, etc. Nada ficou over. Tudo está na medida certa.

          Acima eu comentei que fui assistir a um filme de terror. E, de fato, eu assisti a um filme de terror, mas também a um filme de suspense e também a um filme de investigação. James Wan consegue mudar o gênero do filme de forma muito orgânica. E muda várias vezes. E o roteiro é tão amplo, pois, podemos falar da boneca Annabelle, podemos falar das entidades que estão na casa dos Perron, podemos falar de Amityville (opa, quem prestou atenção?), etc. Justamente por isso que foi anunciado que teremos uma trilogia. E faz todo o sentido do mundo termos mais filmes com o casal Warren. O grande problema é que provavelmente não teremos James Wan na direção. E, conhecendo Hollywood e sequencias... não dá pra ficar animado com essa notícia. Eu espero que as sequencias não prejudiquem essa obra maravilhosa de terror (como foi o caso de [REC]² e derivados), esse gênero que está tão machucado justamente por causa dessas sequencias estúpidas que resolvem fazer. Mas, não vamos criar tempestade num copo d'água. Invocação do Mal é um filmaço, James Wan é foda e o gênero de terror mostra que ainda está muito vivo.

Mais uma coisa: Se possível não assista ao trailer!



Resenha de Raphael Chiavegati Oliveira

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Hello World!

          Olá, pessoal! Ou simplesmente, "olá, pessoa!". Não sei quantas pessoas estão lendo isso. Este é o post de abertura do meu novo blog, dedicado ao conteúdo nerd em geral, com ênfase no cinema. Eu adoro escrever. Inclusive estou penando para escrever um roteiro de um filme que pretendo fazer, amador mesmo. Óbvio. E, por adorar escrever sinto a necessidade de vomitar tudo em algum lugar. Quem me conhece sabe o quanto eu sou chato falo. Eu falo pra caramba. E eu tenho um sério problema de direcionamento. Eu começo falando de um assunto, emendo em outro que não tem nada a ver, depois retomo o assunto anterior de forma que o assunto intermediário soe apenas como um filler.
          Porém, entretanto, todavia, contudo, eu não farei apenas postagens nerds, mas também postagens com assuntos diversos. Pretendo fazer um videocast ou um podcast pra ilustrar melhor o que for abordado aqui no blog. E, tudo o que eu falei no primeiro parágrafo sobre o blog, servirá para o videocast/podcast também.
          Eu estava pensando em um nome para usar aqui. Não me ocorreu nada. Sério mesmo. Nada relevante. Um nome pior do que o outro. Até que eu cheguei em "Spaghetti Cult", que também não é lá um nome foda. Nem de longe. Mas, resume bem o que eu quero transmitir. Não, eu não pretendo fazer vídeos de receitas de macarrão. Pelo menos não agora. A palavra Spaghetti que eu uso se refere aos filmes italianos de faroeste, que são conhecidos como "Spaghetti Westerns". O cult é porque eu sou um mala cara que gosta de conteúdos obscuros, como filmes B, bizarrices, coisas underrated, trash, etc. Ou seja, eu sou um forever alone cara que gosta de coisas estranhas. Mas, também gosto de coisas mais "normais" como Beatles, Chaves, Rocky, entre many others.
          Um dos meus objetivos é ser um cineasta. Eu já fiz meus filmes independentes, todos curtas, já fiz uns experimentalismos, já fiz coisas boas e coisas ruins. Espero que o blog me ajude a aprender mais, pois, pesquisando conteúdo e/ou escrevendo para o blog, automaticamente espero poder refletir sobre as coisas que eu gosto. Enfim, se alguma alma nesse mundo leu isso que eu escrevi, obrigado.